
O Sporting fez ontem o primeiro jogo oficial da época, em Alvalade, frente ao Twente, 2º classificado do campeonato holandês da temporada passada, alinhando com:
Sporting - Patrício; Pedro Silva (Roca 77’), Carriço, Polga e Caneira (Pereirinha 57’); Veloso, Moutinho, Vuk (Yannick 69’) e Matias; Liedson e Postiga.
A crónica que hoje escrevo está carente de imagens televisivas. Assisti ao jogo ao vivo, e por isso vou apenas escrever as impressões, sempre mais quentes, que senti durante o jogo, no estádio.
Como previa o 11 inicial foi uma equipa à Paulo Bento – defensiva, sem ponta de surpresa ou rebeldia, tacticamente agarrada ao eterno losango, sem rasgos, dribles e penetrações.
A um 11 já de si muito limitado, juntou-se uma asa esquerda debilitad
Na outra ala, um defesa gordo, lento e disconexo, e um falso ala que se tem perdido ao longo dos anos por detrás de uma pretensa polivalência que o tem impedido de estabilizar numa posição e ser de facto muito bom. Pelo miolo, atrás Polga parece querer sempre fazer tudo bem e rápido, exagerando nas antecipações e jogadas à queima, e um Carriço cada vez mais a mostrar-se o pilar racional desta equipa. No meio o único jogador que parece jogar alegre e descontraído (Veloso), e um talento chileno que já começa a interpretar o espírito do treinador – delicioso nos pormenores, mas sem nunca optar pelo drible, por romper, ou chutar.
Na frente 2 avançados perdidos, a quem as bolas só chegavam de costas para a baliza, ou pelo ar, impotentes perante os centrais adversários, que até de joelhos pareciam maiores que eles.
O jogo? Bom, o jogo começou com um calafrio enorme que quase dava o 0-1, e arrastou-se por 25 minutos de uma equipa sobre brasas (!?!?) incapaz de por a bola no chão e estar no meio-campo adversário, até que um erro adversário e um ressalto mudam a história – Postiga faz o drible, sofre penalty, e ficamos com mais 1 em campo. Faltavam 70minutos...
O penalty foi falhado, Moutinho não voltou a encontrar-se, e o adversário ganhou forças para continuar a defender. Até ao intervalo continuamos com Caneira bem recuado e incapaz, a jogarmos quase de 10 para 10, onde apenas sobressaíram as iniciativas de Veloso ou Matias.
Alterações para a 2ª parte? Não. Manteve-se Caneira, e o desinspirado Vukcevic, numa asa esquerda a menos. Só aos 57min (mais de 40min depois da expulsão PB achou aceitável correr o risco de trocar Caneira por Veloso!) a equipa levou um abanão do banco. Mas pouco depois a entrada de Yannick acabou com as esperanças – encostado à esquerda, incapaz de uma recepção, um drible, ou um cruzamento com nexo, todos os lances pela esquerda estavam condenados ao fracasso (salvou-se um cruzamento rasteiro de Veloso para Liedson, que quase deu golo!)
A entrada de Roca, já tardia, fez recuar Pereirinha, e os problemas anteriores de falta de superioridade na área adversária mantiveram-se, só por sorte não se sofreu golo na última jogada do desafio…

Muitos estarão a dizer agora, e tu o que farias no lugar de PB? É a pergunta recorrente, já ontem a ouvi várias vezes. Pois bem, eu faria o seguinte:
(pressupondo a equipa inicial, que não seria a escalonada por mim!)
Mais importante do que isto, ordenaria cruzamentos a meia altura, ou atrasados (teríamos JM e MF na cabeça de área…) e teríamos Adrien solto no miolo, onde pareceu várias vezes Polga e carriço sem saberem o que fazer à bola, e com remates disparatados.
Era só isto que eu faria.
Infelizmente a cervejinha a que tanto apregoei n’O Sangue Leonino acabou por não ter a minha presença, uma vez que cheguei por volta das 19.45h, fruto de atraso na viagem, e demora entre cotas e bilhetes. Fica a foto para a posteridade (da esquerda para a direita: Tiago ‘Cunha’, 21880, RDS e Bouça) e a promessa de uma cervejinha com mais tempo na próxima eliminatória da CL.
