
Voltou o Sporting Clube de Equívocos
Jogou-se na 6ªfeira na Madeira um jogo importante para aferir da capacidade de entusiasmo e auto-motivação, e mesmo do profisisonalismo, dos jogadores do Sporting.
Não irei por em causa o profissionalismo dos jogadores, mas pelo menos a auto-motivação e o entusiasmo ficaram no continente, poupando o bilhete da viagem.
Sem Moutinho e Veloso, Carvalhal poderia ter aproveitado para oferecer o miolo ao motor da mundialista selecção chilena, e eventualmente uma ala a Pereirinha (ou porque não a Vukcevic?), mas optou por colocar a batuta nos pés de Adrien, e ‘adiantou’ o endiabrado JPereira para ala, mantendo Abel e Grimi nas alas, com o sucesso que se vem conhecendo, e que sem surpresa se manteve.
O Sporting perdeu, e perdeu bem. Poderia até ter ganho? Sim. Dominou o inicio da 2ªparte, podia ter marcado, e o fiscal de linha até deveria ter deixado Saleiro ficar isolado face a Pessanha. Mas o futebol apresentado foi tão mau, que quase apetece escrever que a jogar a feijões, e tão mal, a derrota é mais do que justa, mesmo frente a um adversário medíocre.
O dedo de Carvalhal
Ao contrário da maior parte dos adeptos, procuro não precipitar avaliações sobre treinadores nos primeiros meses em que trabalham, preferindo dar-lhe o meu apoio incondicional, esperando que o tempo me ajude a formar uma opinião mais equilibrada.
A Carvalhal dispensei o mesmo expediente, e depois deste jogo penso estar em condições de afirmar que por mim não deveria continuar ao leme para a próxima época.
Joga (ou já jogou) o Sporting melhor com Carvalhal do que fez esta época antes deste treinador chegar? Sim, sem dúvida.
É o plantel fraco, e a estrutura de suporte ao treinador deficiente? É, sem dúvidas, e nem os reforços de Inverno amenizaram essa situação.
Mas a equipa que Carvalhal apresentou na Madeira (e prefiro não reflectir sobre a viagem de Marat aos Barreiros) não lembra nem ao Diabo. Se depois destes meses cometeu tantos equívocos num jogo só, então mais vale sondar o Professor Neca…
Valorizar activos com o Mundial no horizonte
Se há algo porque lutar nestas 6 semanas é por criar condições para levar ao Mundial o maior número de jogadores possíveis.
O Sporting tem convocáveis para o Mundial Patricio, JPereira, Carriço, Tonel, PMendes, Veloso, Moutinho, Matias, Liedson e Saleiro. Chega a ser abusivo pensar que se poderiam levar 10 jogadores aoMundial, mas até podia acontecer, embora seja praticamente impossível.
O que faz Carvalhal a esta gestão de activos nos últimos 3 meses?
- JP perde o lugar para o estratosférico Abel;
- Veloso joga sempre a médio, onde menos falta faz à selecção;
- Matias não joga em sistema nenhum;
- Saleiro joga a espaços.
Pelo que se pode ver Carvalhal tem 3 apostas claras para o Mundial: Grimi, Abel e Yannick.
Outra curiosidade que fica por debater é a objectividade das contratações de Janeiro – JP não conseguiu roubar o lugar ao arrastado Abel, Pongolle nem ritmo de jogo consegue ganhar. Para aumentar os equívocos, do Verão Matias continua sem ser aposta, e Caicedo até já rumou ao país vizinho.
Ainda há quem ache que o problema do Sporting passa por falta de dinheiro e atrasos nas reestruturações financeiras?
Marat e os media
O caso de Marat Izmailov, objectivamente empolado por uma imprensa que brinca com o Sporting de forma repetida e continuada, ainda não chegou ao fim.
Embora ainda esteja para perceber qual a real diferença entre jogar com analgésicos para dores insuportáveis, e jogar infiltrado, o russo foi infeliz na entrevista dada na Rússia, perdendo boa parte da razão que poderia ter ao considerar que Costinha extravazou o seu descontentamento com a situação para lá do aconselhável.
Pelo meio sobra Paulo Barbosa, que comigo não teria jogadores em Alvalade.
No final Marat acabará por ser vendido, pela certa abaixo do preço que poderia valer, e ‘no pasa nada’, ficando mais uma vez o Sporting prejudicado.
E o tratamento aos media mantém-se. Lamentável.
Jogou-se na 6ªfeira na Madeira um jogo importante para aferir da capacidade de entusiasmo e auto-motivação, e mesmo do profisisonalismo, dos jogadores do Sporting.
Não irei por em causa o profissionalismo dos jogadores, mas pelo menos a auto-motivação e o entusiasmo ficaram no continente, poupando o bilhete da viagem.
Sem Moutinho e Veloso, Carvalhal poderia ter aproveitado para oferecer o miolo ao motor da mundialista selecção chilena, e eventualmente uma ala a Pereirinha (ou porque não a Vukcevic?), mas optou por colocar a batuta nos pés de Adrien, e ‘adiantou’ o endiabrado JPereira para ala, mantendo Abel e Grimi nas alas, com o sucesso que se vem conhecendo, e que sem surpresa se manteve.
O Sporting perdeu, e perdeu bem. Poderia até ter ganho? Sim. Dominou o inicio da 2ªparte, podia ter marcado, e o fiscal de linha até deveria ter deixado Saleiro ficar isolado face a Pessanha. Mas o futebol apresentado foi tão mau, que quase apetece escrever que a jogar a feijões, e tão mal, a derrota é mais do que justa, mesmo frente a um adversário medíocre.
O dedo de Carvalhal
Ao contrário da maior parte dos adeptos, procuro não precipitar avaliações sobre treinadores nos primeiros meses em que trabalham, preferindo dar-lhe o meu apoio incondicional, esperando que o tempo me ajude a formar uma opinião mais equilibrada.
A Carvalhal dispensei o mesmo expediente, e depois deste jogo penso estar em condições de afirmar que por mim não deveria continuar ao leme para a próxima época.
Joga (ou já jogou) o Sporting melhor com Carvalhal do que fez esta época antes deste treinador chegar? Sim, sem dúvida.
É o plantel fraco, e a estrutura de suporte ao treinador deficiente? É, sem dúvidas, e nem os reforços de Inverno amenizaram essa situação.
Mas a equipa que Carvalhal apresentou na Madeira (e prefiro não reflectir sobre a viagem de Marat aos Barreiros) não lembra nem ao Diabo. Se depois destes meses cometeu tantos equívocos num jogo só, então mais vale sondar o Professor Neca…
Valorizar activos com o Mundial no horizonte
Se há algo porque lutar nestas 6 semanas é por criar condições para levar ao Mundial o maior número de jogadores possíveis.
O Sporting tem convocáveis para o Mundial Patricio, JPereira, Carriço, Tonel, PMendes, Veloso, Moutinho, Matias, Liedson e Saleiro. Chega a ser abusivo pensar que se poderiam levar 10 jogadores aoMundial, mas até podia acontecer, embora seja praticamente impossível.
O que faz Carvalhal a esta gestão de activos nos últimos 3 meses?
- JP perde o lugar para o estratosférico Abel;
- Veloso joga sempre a médio, onde menos falta faz à selecção;
- Matias não joga em sistema nenhum;
- Saleiro joga a espaços.
Pelo que se pode ver Carvalhal tem 3 apostas claras para o Mundial: Grimi, Abel e Yannick.
Outra curiosidade que fica por debater é a objectividade das contratações de Janeiro – JP não conseguiu roubar o lugar ao arrastado Abel, Pongolle nem ritmo de jogo consegue ganhar. Para aumentar os equívocos, do Verão Matias continua sem ser aposta, e Caicedo até já rumou ao país vizinho.
Ainda há quem ache que o problema do Sporting passa por falta de dinheiro e atrasos nas reestruturações financeiras?
Marat e os media
O caso de Marat Izmailov, objectivamente empolado por uma imprensa que brinca com o Sporting de forma repetida e continuada, ainda não chegou ao fim.
Embora ainda esteja para perceber qual a real diferença entre jogar com analgésicos para dores insuportáveis, e jogar infiltrado, o russo foi infeliz na entrevista dada na Rússia, perdendo boa parte da razão que poderia ter ao considerar que Costinha extravazou o seu descontentamento com a situação para lá do aconselhável.
Pelo meio sobra Paulo Barbosa, que comigo não teria jogadores em Alvalade.
No final Marat acabará por ser vendido, pela certa abaixo do preço que poderia valer, e ‘no pasa nada’, ficando mais uma vez o Sporting prejudicado.
E o tratamento aos media mantém-se. Lamentável.
