14.1.10

Finalmente, futebol!

Depois de 1 mês arredado das lides bloguistas, o regresso é feito já com outro espírito – a equipa já vai jogando futebol!

Depois de vencer justamente Naval, Braga e Leixões, o jogo em Leiria serviria para consilidar o futebol que vem sendo apresentado, e Carvalhal não teve dúvidas em colocar o 11 mais forte. Por muito que me custe, com a equipa a 12 pontos da liderança na Liga Sagres, será na Taça Carlsberg, na Taça de Portugal, e eventualmente na Liga Europa que poderemos dar um ar da nossa graça.

Ontem voltou a perceber-se que os jogadores readquiriram o prazer de jogar, que voltaram a jogar bonito mostrando confiança em si próprios, e que quando as vitórias aparecem, tudo parece correr melhor.

Se a nível de conjunto as melhorias são evidentes, a nível individual ainda nem tudo corre às mil maravilhas.
Patrício voltou a estar muito bem, tal como no último jogo. João Pereira é um jogador à margem dos restante – faz todo o flanco, defede a preceito e ataca ainda melhor, e em 2 jogos revolucionou a ala direita, e por afectação toda a equipa. JoãoPereira não é propriamente um fora-de-série, mas comparando com o que tínhamos, passamos da água para o vinho! Já na esquerda continuamos a precisar de um jogador – Grimi está menos mal, mas é fraco por natureza, e se encontrarmos para a esquerda uma solução ‘à JPereira’, metade dos problemas da equipa ficam resolvidos.
No miolo, Adrien é melhor na cabeça da área que Veloso, mas talvez nem seja melhor que ASantos, um jogador a rever. Veloso está confiante e em forma nas bolas paradas, mas rende mais jogando pelo meio do que na ala, onde não faz nem nunca fará a diferença. Moutinho melhorou de forma.
Na frente, Izmailov é a melhor solução para as alas, mas tem jogado mais minutos do que a sua condição física aconselharia. Postiga e Saleiro são ambos limitados, e se Saleiro disfarça com a motivação evidente, Postiga anda desesperado por um golo que não aparece, e está predestinado a dar o lugar a Liedson.

Um mistério chileno
Matias Fernandez é, para mim, claro está, de longe o jogador de melhor técnica do plantel. Não tem jogado muito – frente ao Leixões entrou a tempo de mostrar a sua qualidade e o que pode adicionar à equipa - mas ontem mesmo voltou a estar em campo apenas 2 minutos, o suficiente no entanto para se soltar na diretia e oferecer um golo de bandeja a Yannick, que Saleiro desviou de calcanhar.
Se o tempo e os terrenos não beneficiarão o futebol do chileno, a pouca utilização deixa-me muitas reticências. E colocá-lo repetidamente a jogar 2 minutos pode dar para o torto!

Carlão
O avançado leiriense é alto, forte, joga bem de costas, e parece bom finalizador. Custa 4M€? Se for bom como se apregoa, é barato…
Os que temos e jogam actualmente são muito limitados, e a equiap precisa rapidamente da melhoria de Liedson e Pongolle.

Defesa esquerdo e trinco precisam-se
Se é indiscutível que a vinda de Del Horno para a esquerda seria agradável, parece-me muito melhor solução de futuro a contratação de Evaldo. É mais jovem, ‘português’, não precisa de adaptação, e já deu mostras de ser muito melhor que Grimi. A alternativa terá sempre que passar pela imposição da posição a Veloso.
Para o miolo, Pedro Mendes seria uma belíssima solução, principalmente se for contratado um defesa esquerdo arrojado. Adrien disfarça mas será melhor solução a 8 que a 6, e ASantos deve continuar a rodagem até ao final da época em Leiria e ser solução para 2010/11.

Taça Carlsberg
Tal como nas últimas edições, o Sporting tomou a dianteira nesta competição de menor valia, e vai bem lançado para o apuramento. Será importante pelo menos empatar na Trofa, de forma a jogar as meia-finais em casa. E esperar que Lucílio não volte a ser premiado para a competição…



12.12.09


Zero grãos no papo da galinha
De volta a Alvalade, regressou o mau futebol e os maus resultados. Carvalhal defendeu uma recuperação lenta e gradual da equipa, mas o futebol continua miserabilista, e os piores defeitos da era-PB continuam todos, sem excepção, lá, jogadores incluídos.

45 minutos cheios de nada
Tal como era apanágio na era PB, um dos principais problemas desta equipa prendia-se com a mentalidade competitiva com que a equipa entrava em campo. Braga, Nacional, Olhanense, Paços, Porto, etc foram alguns dos exemplos de um Sporting que teimava em dar 45 minutos de avanço ao adversário, a maior parte das vezes tornando essa postura decisiva no resultado final.
Hoje, como dantes, jogamos ZERO em 45 minutos (nem sequer um remate!), muito por força do conservadorismo nas laterais, e da inabilidade táctica do miolo do meio-campo, onde 3 ‘organizadores’ de jogo se atropelam, e Matias deixa de receber a bola.
Pelo meio, num canto na esquerda, marcado com o pé direito, para a zona central da área, 7 jogadores do Sporting NÃO saltaram, e permitiram que Vinicius se antecipasse ao temeroso Patrício.
Durante os primeiros 45 minutos, Carvalhal foi incapaz de dar um abanão na equipa.

2parte, passamos a jogar com 10, depois de 45min com 8
No regresso do intervalo, Veloso deriva para a esquerda, entrando Adrien para varrer o miolo, e Pereirinha substitui Matias, para Vukcevic poder ‘aconchegar’ Liedson.
Depois de jogar 45 minutos com 8 (Abel, Caneira e Veloso nada fizeram…) Carvalhal optou por manter Abel e consequentemente apenas 10 homens para a 2parte.
Não me vou alongar sobre a comparação de Veloso no miolo, ou a defesa esquerdo, porque as evidências são gigantescas. A ver vamos se Carvalhal volta a bater no ceguinho na Figueira.
A saída de Matias, embora natural e já muitas vezes vista, revela bem a panelinha que PB deixou no balneário, e a vida difícil que Matias terá em Alvalade, enquanto Abel, Caneira, Polga, Veloso, Moutinho e Liedson tiverem lugar cativo, e continuarem a jogar como e onde querem.

Assalto final com Postiga no lugar de… Vukcevic!
Quando Abel estava à largos minutos a dar o berro, e pouco mais fazia do que atropelar o desinspirado Pereirinha na ala direita, Carvalhal joga a última cartada de forma temerosa. Postiga entrou para o mesmo dos últimos jogos, e Abel continuou a atrapalhar,
Na 2 parte o Leiria esteve meia hora a atacar com o ‘veloz’ Silas, e o Sporting manteve mesmo assim 3 defesas, mais Adrien como pivot, dando a possibilidade de o adversário defender sempre em superioridade numérica.
Para juntar a isto, Pereirinha falhou isolado o empate, e Liedson desperdiçou 3 lances claros de golo.

Forças desperdiçadas
O Sporting passou 45 minutos a passo e sem pressas. Na 2 parte, a cada queda de um adversário, a equipa e o seu treinador insurgiam-se veemente contra o árbitro. Para quando usar as forças para jogar 90 minutos de futebol?

De mal com a vida
Carlos Carvalhal está há poucas semanas no comando do clube, e terá naturalmente uma época inteira para melhorar este plantel e este miserável futebol que a equipa pratica. Mas se pensar um pouco perceberá o insucesso que a postura de vitimização do treinador anterior, e constatará que os sportinguistas não querem um treinador de mal com a vida, consecutivamente a reclamar de tudo e de todos, e a queixar-se de tudo menos dele!

Má arbitragem
Vasco Santos começou por evitar uma falta de André Santos sobre Matias, adoptando critério largo (ao contrário do habitual nos jogos dos rivais…), mas o Leiria marca um golo regular que é anulado, e ainda foi perdoada uma expulsão a Adrien, após uma dura entrada às pernas de Silas, em contra-ataque perigoso.



Bom fim na deslocação a Setúbal
Na 2ª feira passada o Sporting voltou a mostrar a tendência para vencer os últimos classificados desta Liga Sagres, e tal como já tinha acontecido em Coimbra, voltou a vencer, e outra vez por 2-0. Outro denominador comum foi Liedson, que em Coimbra tinha aberto o marcador após jogada inteligente de Vukcevic, e no Bonfim aproveitou o ‘melhor passe do ano’, da autoria de Matias, para fuzilar Nuno Santos.
A equipa vai apresentando melhorias, embora poucas, mas dominou todo o jogo a seu bel-prazer, e podia até ter sentenciado o jogo bem antes da rábula da época – uma bola meio metro para lá da linha de fundo passou despercebida a todos (!?!) e acabou de bandeja nos pés do Levezinho, que só teve de encostar. Anedótico.

O físico
Está definitivamente encontrado outro problema sério do Sporting – a vertente física está miserável, e os jogadores arrastam-se pelo terreno desde muito cedo.
Só assim se percebe que Izmailov, mesmo com falta de ritmo, já seja indiscutível, e que outros jogadores, outrora rápidos e desenvoltos pareçam peças estáticas e inúteis.

Pereira pequenino
Na época passada começou a despontar em Alvalade um ala direito com belíssimos pormenores – Pereirinha.
O jovem já tinha feito um golo memorável na antiga Taça Uefa, mas seria num derby de boa memória que, após sprint de 30metros, sentou David Luiz, e colocou a bola redondinha na cabeça de Liedson, que matou o jogo.
O Pereirinha deste ano realiza exibições de encher o olho nos sub-21 (como lateral direito no Algarve foi o melhor em campo do Portugal-Grécia) e no Sporting mais parece um morto-vivo, perdido no novo sistema. Para quando a aposta em Pereirinha para lateral, com a missão de fazer todo o corredor e permitir a Vuk apoiar Liedson, em desfavor de Abel ou PSilva que pura e simplesmente não passam do meio-campo?

O Miguel e o Veloso
Em mais uma fase de esquizofrenia futebolística, Miguel Veloso alterna exibições muito positivas, com outras que mais parecem um frete. No derby, já em funções de interior/ala esquerdo, Veloso apresentou-se dinâmico, empreendedor, capaz de ajudar no miolo, e de rematar amiúde. Frente ao Herenveen, e agora em Setúbal só não terá sido o pior em campo porque Carvalhal repetiu os laterais, mas chega a meter dó ver Veloso jogar parado e passar sempre a bola para o lado e para trás.
Sem fazer um drible, e sem ter velocidade, o que se pode esperar de Veloso nesta posição? Para quando a aposta em Veloso para lateral, com a missão de fazer todo o corredor e permitir a Izmailov apoiar Liedson, em desfavor de da estátua Caneira que pura e simplesmente não passou do meio-campo, nem com o Setúbal reduzido a 10?

Mexer (nos laterais)
Está não-oficialmente aberta a ‘reabertura’ de mercado. O Sporting irá, ao que tudo indica, apostar num moçambicano de nome Mexer, que é central de origem, mas que joga como 6 na sua selecção. Jovem, mas experiente, polivalente e essencialmente barato, Mexer virá certamente permitir que o Sporting tenha uma opção diferente para a posição mais recuada do meio-campo. Concordo que o 6 não deve ser Adrien (que deverá ser alternativa a Moutinho como 8…) mas penso que a equipa ganharia mais com Carriço nessa posição e na compra de um central alto e possante que melhorasse o péssimo jogo aéreo, defensivo e ofensivo, que a equipa ainda apresenta (embora parece estar a melhor!).
Mesmo assim penso que as maiores lacunas continuam a ser ambas as laterais (embora acredite nas apostas Pereirinha e Veloso) e é urgente reforçá-las (no Bonfim, em 25 minutos de superioridade numérica, nenhum dos centrais chegou uma única vez à área contrária...).

Pai Natal
Dos presentinhos que JEB vai prometendo, volto a repetir vários nomes, baratos e não-baratos, que facilmente encaixariam no plantel leonino – Desmarets, João Pereira, Moisés, Sereno, Diego Ângelo, Nuno Assis, Danny e Ruben Micael. Alguns seriam polémicos, mas não tenho dúvidas de que poderiam se rmuito úteis, E já estão todos mais do que adaptados ao nosso campeonato.




6.12.09

Apuramento sem mácula

Foi com uma exibição muito pobre, com uma 1ª parte péssima e uma 2ª parte pouco mais do que esforçada que o nosso clube conseguiu um apuramento, para já imaculado, na Liga Europa, e que garante desde já o 1º lugar no grupo, e o evitar de alguns adversários incómodos, dos quais se destaca evidentemente o L’pool.

Como se a má exibição não bastasse, e as opções de Carvalhal se mostrassem desajustadas (Matias não rendeu na direita, Postiga não parece render em lado nenhum, e Veloso perdeu-se em quedas e queixinhas… para não referir os péssimos laterais…), as declarações de Liedson vieram entreter os media nos dias que se seguiram ao apuramento, e trouxeram à baila a influência do ‘brasileiro’, pretensamente um dos mais acérrimos pró-PB, com tudo o que isso implica.


Declarações Levezinhas

O 31 declarou no final do jogo que é difícil jogar sozinho, e que o seu caso não é excepção. Pior que isso, deu a entender que talvez seja boa ideia parar (?!?) por umas semanas, dando lugar a outros. Se o entrevistador fosse esperto, talvez até Liedson dissesse que agora que não é extra-comunitário e já joga na selecção, o esquema táctico do Sevilha lhe agrada mais do que este 4-2-3-1 de CC.
Não me preocupam as declarações do Levezinho, ou pelo menos não me preocupam tanto como me preocupa a pouca capacidade da equipa em chegar ao ataque, muito por culpa dos péssimos laterais, e de erros de casting nas alas ofensivas, que nem fazem a diferença nas alas, nem conseguem acompanhar o melhor avançado-centro – esse mesmo, Liedson.

4-2-3-1, a receita do Special Two

Concordo plenamente com o actual sistema táctico, e penso que terá tudo para ter sucesso, quando for interpretado pelos melhores, e provavelmente por alguns reforços de Janeiro.
No momento, Carvalhal estará a trocar a fiabilidade pela criação de rotinas. E acredito que quem não se ajustar terá os dias contados.
Neste ponto, a questão específica dos laterais é imperiosa, e aqui começam os problemas para Liedson, e uma crítica simplista a Carvalhal. Pedro Silva está gordo, lento e desajustado a defender. Abel não compromete tanto a defender, mas ataca muito pouco. Ora se neste esquema os laterais tem que ser ofensivos, e chegar à linha de fundo, o que espera Carvalhal para lançar Pereirinha de vez, na única posição em que poderá um dia ser um jogador de nível europeu? Na esquerda o problema não é menor – Grimi e Marques são fracos, e Caneira é um contra-senso no sistema táctico, dadas as suas características. A solução passa, pelo menos para já por Veloso.
Para o miolo do terreno, Carvalhal já mostrou Adrien e Moutinho como preferenciais, e Matias como 10. As alternativas praticamente não existem, mesmo que Rabiu possa, a curto prazo ser alternativa, provavelmente a Matias.
Para os 3 da frente, assumindo Liedson no miolo, há 2 escolhas óbvias – Izmailov e Vukcevic. É certo que Carvalhal ainda não teve os 2 disponíveis em simultâneo, e no derby Veloso nem se saiu mal, mas no plantel apenas Yannick (também lesionado) e Caicedo me parecem com capacidade de alternar com os 2 alas de leste.

A importância de Janeiro

Dos parágrafos anteriores conclui-se facilmente que o plantel precisa de um LD, um LE, um trinco duro que varra o miolo, um médio centro, e um ala que preferencialmente jogue em ambas as alas. A disponibilidade de Pereirinha e Veloso poderá permitir um central com outras características que não existam no plantel, mas a tarefa de Carvalhal, ainda para mais com as conhecidas debilidades financeiras, será difícil, e até Janeiro, o caminho será penoso!


1.12.09

Jogou-se no passado sábado um importante derby, que acabou com um nulo desolador, mas em que foi possível testemunhar a retoma do caminho do sucesso da nossa equipa, agora comandada por Carlos Carvalhal – o Special Two.

Não era fácil a tarefa do Sporting, goleado durante toda a semana por uma imprensa capaz de devorar por um resultado histórico, e pelos adeptos do adversário, capazes de apostar a própria mãe na vitória do seu clube. Afinal de contas, até Paulo Bento garantiu, uma semana antes que o plantel do Sporting era limitadíssimo, e que Porto e Benfica gozavam de outras regalias que jamais ele próprio dispôs, e garantiu inclusive que Sá Pinto lhe era persona non grata, deixando no ar a ideia de que o antigo capitão leonino sempre esteve empenhado em criar condições para que PB abandonasse.

Antes do derby, a dúvida pairava entre muitos golos, ou muitos muitos golos, quiçá até mais do que 7, de forma a atirar para trás das costas o inesquecível trauma de Dezembro de 1986 que persiste na memória de todos.

Enganou-se a imprensa, os adeptos vermelhos, e Jorge Jesus, o mestre da táctica, que entrou de peito feito, e saiu sem grande alarido, gritando a vivos pulmões que o adversário se estava a despedir do título, mas que até tinha conseguido um bom resultado, dado o estado do relvado, e a classificação geral (!?!?).

No que nos diz respeito, Carvalhal começou a demonstrar porque foi escolhido para o comando técnico. Prometeu garra e empenho, uma EQUIPA, 11 leões. E cumpriu. Não deve estar a ser fácil reencorajar um plantel dizimado moralmente por tudo o que disse nas ultimas semanas, mas a equipa parecia outra, e já é notório que com poucas mas acertadas mudanças, o futebol é outro.

Continuam a faltar laterais capazes de oferecer fluidez ofensiva ao sistema (que poderão, noutros jogos mais acessíveis virem a ser Veloso e Pereirinha), Adrien não tem naturalmente ritmo de jogo para um derby onde teve pela frente Aimar e Ramires, e faltam rotinas ofensivas, que aparecerão com o tempo. Polga parece estar de volta, e Izmailov não tardará. Com vitórias e golos, teremos tudo para recuperar na tabela classificativa e quem sabe lutar por um lugar cimeiro. Ainda há a Taça de Portugal, a da Liga e porque não ser ousado e dizer que podemos chegar longe na Liga Europa?

Um último reparo para a integração de Rabiu Ibrahim no plantel sénior. Apenas vi o jogador em acção no Mundial de sub-17 (onde esteve em particular destaque, jogando e fazendo jogar a selecção campeã do Mundo) e há umas semanas no Mundial sub-20 (onde não foi habitualmente 1ªopção mas marcou na única vez que jogou como titular). O jogador parece ter muito potencial, é muito experiente, pois sempre jogou com frequência em escalões acima da sua idade, e é uma alternativa a Matias, que não existe no plantel. Só não se percebe porque demorou tanto esta oportunidade para vingar!



25.11.09

Com a visita ao Restelo, para defrontar o Pescadores da Costa da Caparica, iniciou-se novo ciclo na vida do futebol profissional do clube.

Carlos Carvalhal, o novo timoneiro, não promoveu muitas alterações (em especial nos nomes) mas já foi mostrando que quer uma equipa em 4-3-3, mais afoita ofensivamente, mais exigente com os laterais, de bola pelo chão, e com um meio campo lutador mas simultaneamente capaz de ajudar Liedson no ataque.

Embora o resultado mostrasse o contrário, o Sporting dominou claramente a 1ª parte, teve boas ocasiões, e acabou por sofrer um golo numa das únicas duas jogadas de perigo contrário, onde a habitual passividade defensiva de Veloso, um escorregão de Polga e um ressalto permitiram um remate bem colocado que deu golo.

Para a 2ª parte, uma simples mudança voltou a fazer o Sporting jogar com 11 (jogar com Grimi é pior que jogar só com 10), colocou Veloso onde mais rende, fez o mesmo com Moutinho (boa exibição do capitão, que pareceu outro!) e deu apoio precioso a Liedson, um pouco perdido no meio de 5 contrários.

Os golos apareceram com naturalidade, e a vitória poderia ter sido ainda mais volumosa.

Pela negativa, a expulsão de Tonel, e a ausência por castigo de Carriço que não deixou perceber se o jovem central será a solução para a posição 6 no futuro.

Segue-se o Carnide, ferido na asa por um Vitória defensivo, concentrado, rápido em contra-ataque, mas que pecou na finalização, e na pouca habilidade técnica na frente de ataque. A receita é simples no papel, resta saber anular Cardozo, e lançar o terror numa defesa adversária sem liderança.

No Restelo voltou a fica provado que com os melhores nas posições certas o Sporting vale muito mais do que parece, e que 4 reforços cirúrgicos poderão relançar os leões na luta pelo título (Desmarets, Sereno, Micael ou Assis e Carlão ou Danny seriam suficientes, apostando em Pereirinha para a ala direita).


19.11.09


Plantel 2009,5/2010

Este é um daqueles momentos que nenhum adepto gosta, mas em que todos dariam 2 semanas de vida para estar no lugar de Carlos Carvalhal, o Special Two, e mudar ‘tudo’ no Sporting.
Eu não mudaria tudo, mas apenas uma coisa aqui e ali.

De seguida será apresentado o plantel de PBento, disposto no seu inesquecível losango, e depois a minha táctica, que autorizo desde já a ser copiada por Carlos Carvalhal, que já me endereçou os parabéns por este blogue, e me incentivou a continuar a elogiá-lo, principalmente quando ele perder um ou outro jogo.

Como dispensava alguns jogadores, vou fazer o difícil exercício de contratar uns tipos baratos e jeitosos para preencher as lacunas das dispensas.

Ora vejam:



O novo plantel ficaria com 24 elementos. Nove novos jogadores e 1 promovido dos juniores. Sereno e Desmarets serão baratos uma vez que estão em final de contrato. Danny, não sendo essencial, poderia vir por empréstimo. Gutierrez também, mas com opção de compra. De Micael deveríamos comprar metade do passe (o exemplo do negócio de JAlves é perfeito…). O mesmo deveria acontecer com Fábio Faria. Hugo e Borges, ambos do SPaulo, estão a livres em Janeiro. Resta Buonanotte, do qual poderia ser comprada uma parte pequena do passe.

Se conseguíssemos meter o Miguel Veloso a alguém, o dinheiro quase dava para tudo. Os salários dos 10 dispensados seriam superiores aos dos reforços, não tenho a menor dúvida.

Deveríamos jogar com um trinco defensivo, capaz de auxiliar a defesa no jogo aéreo e permitir a subida de laterais ofensivos, que por sua vez permitiriam aos alas jogar preferencialmente pelo interior, no apoio alternado a Liedson. A frente de Carriço jogariam 2 médios box-to-box, um mais defensivo (aposição natural de JM28) e outro solto (preferencialmente Matias). Buonanotte e Danny poderiam jogar em qualquer uma das alas.

Carvalhal, agora é só treinar os meninos, e ganhar. Ganhar sempre.